quarta-feira, dezembro 24, 2003

Mudança de valores

"O Brasil está vivendo uma mudança de valores nos últimos anos. Começou tímido com a militância de pessoas extraordinárias como Betinho e hoje é um vasto movimento. (...) A soma de todas as ações individuais e empresariais estão mudando o país muito mais do que se pode imaginar é um amplo movimento de mudança de valores. É a construção de uma nova ética, uma ética solidária, que pode mudar o Brasil."

Por Miriam Leitão, na edição do Bom Dia Brasil de hoje. Eu acredito e participo!

terça-feira, dezembro 23, 2003

Astronomia & Astrologia

Retrato do céu, no próximo dia 25, dia de Natal.

Do site da nasa



Feliz Natal!!!


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E lembre-se! É possível transformar tudo ao seu redor!!! Tente!!!

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Descoberta a identidade secreta do Papai Noel

O bom velhinho atende por Miguel Marques e Silva e nas horas vagas trabalha como juiz da Vara de Execuções Criminais e da Corregedoria dos Presídios da Comarca de São Paulo. Razão pela qual atendeu prontamente ao pedido da cartinha enviada por Fernandinho Beira-Mar para tranferi-lo para qualquer outro estabelecimento penal de segurança máxima de São Paulo onde não exista o chamado Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Francamente!!!!

Assino embaixo

Na coluna de hoje no Estadão, o professor Michael Stanton (michael@ic.uff.br), do Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense e também Diretor de Inovação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), volta a carga a um assunto antigo que a Anatel e o governo insistem em desconsiderar quando o tema é a inclusão digital. Diz ele:

"(...)As formas tradicionais de prover serviço Internet, na visão da maioria das provedores de telecomunicações, é de instalar conexões ponto a ponto, usando a rede fixa de telecomunicações entre o cliente e um ponto de conexão da rede Internet do provedor. Nos últimos tempos, têm aparecido diversas alternativas novas de acesso, que divergem destas formas tradicionais. Estas podem utilizar as novas tecnologias de acesso por rádio em banda larga (de dezenas de Mbps), ou aproveitar a criação de redes metropolitanas baseadas em uso de fibra óptica e a tecnologia Ethernet, originalmente usada em redes locais de computadores. Estas redes ópticas podem facilmente prover conexões aos clientes em velocidades de 100 ou até 1000 Mbps, consideravelmente maior do que os 512 Kbps oferecidos pelos serviços ditos "banda larga" da Speedy ou da Velox, para citar os serviços oferecidos pela Telefônica e pela Telemar. Provavelmente uma boa solução de engenharia usaria fibra óptica, onde for barato ou fácil instalar os cabos necessários, e rádio em outros casos, por exemplo, nas áreas rurais.

Estas considerações tecnológicas fazem crer que a melhor escala para montagem adequada de provimento de serviço de acesso Internet seja municipal. Em cada município, poderia ser criada uma infra-estrutura de comunicação, preferencialmente em fibra óptica, complementada por rádio de banda larga, que possibilitasse a interconexão, não apenas de escolas, como também de outros prédios acomodando serviços considerados de utilidade pública no município, tais como os prédios governamentais, bibliotecas, hospitais, postos de saúde, telecentros e assim em diante. Este modelo já vem sendo implantado em outros países (Canadá, EUA, Suécia, entre outros) e é conhecido como "condomínio de fibras", onde uma empresa pública ou privada instala a infra-estrutura e a disponibiliza para quem precisa criar sistemas de comunicação. Os usuários deste condomínio poderiam e deveriam incluir empresas comerciais e até residências, permitindo o uso da infra-estrutura para poder oferecer tais serviços como TV por assinatura, e outros serviços de comunicação. Esta infra-estrutura proveria uma maneira nova e inovadora de resolver a questão de acesso em banda larga ao usuário final ("o último quilômetro"), tão problemática com nossa infra-estrutura e tecnologia atuais de telecomunicações.

O incentivo dado pelo investimento de recursos FUST para apoiar a criação de condomínios de fibra em cada município nas mãos de empreendedores locais poderiam trazer outros benefícios importantes. Um grande problema atualmente no colo do governo é o futuro da Eletronet (v. coluna de 5 de maio de 2003), operadora de telecomunicações formada em parceria pela Eletrobrás e a empresa norte-americana AES. Por não pagamento das suas dívidas junto ao BNDES, a AES perdeu sua parte na Eletronet, que poderá ser liquidada como empresa em breve, para pagamento das dívidas dos seus credores. A liquidação da Eletronet jogaria por terra a grande rede de telecomunicações moderna que construiu nos últimos 3 anos, totalizando 16.000 km de extensão, com utilização das linhas de transmissão de empresas do grupo Eletrobrás. Seria mais inteligente e benéfico para a sociedade brasileira manter em funcionamento esta rede, tornando sua operação viável através do sua utilização para integrar as redes de banda larga municipais que imaginamos incentivar com recursos do FUST. Requer uma certa imaginação e engenharia financeira para procurar uma solução inovadora como esta para encontrar simultaneamente soluções para a aplicação de recursos FUST e para evitar a liquidação do patrimônio representado pela rede da Eletronet.

Acreditamos que a adoção da escala municipal para a Infoinclusão pretendida com recursos FUST seja a mais apropriada para gerar os efeitos multiplicadores de envolver capital e empreendedores locais, e ainda estenderia mais amplamente os benefícios obtidos com a grande extensão de acesso Internet de banda verdadeiramente larga. Indicamos em conseqüência a necessidade de adotar uma decisão de granularidade muito fina, de preferência ao nível municipal ou próximo disto quando a Anatel decidir a forma de outorgar este serviço de comunicação digital."


A RNP tem a resposta tecnológica de baixo custo para a resolução da maiorio dos problemas da chamada última milha. Agora, com a consulta pública que a Anatel faz para regulamentar o uso da tecnologia WiFi, seria interessante parar para estudar algumas destas possibilidades que transformaria as grandes teles em grandes back bones, deixando o custo da chegada do serviço ao cliente nas mãos de várias pequenas entrantes.

terça-feira, dezembro 16, 2003

Estava escrito...

Por linhas tortas, ninguém foge do destino...
Primeiro veio o Globo On, depois o Globo On line. Logo o Globonews.com entrou em cena. Agora os sites Globonews.com e o O Globo Online são um só: Globo Online.

Retratos das mudanças do Globo On:

Na década de 90
De para

A partir de 2000

De para


domingo, dezembro 14, 2003

Imagem do Ano!

Para quem era tão arrogante e prepotente....

Capa do jornal O Dia do dia seguinte


sexta-feira, dezembro 12, 2003

Mistééérios...

Não sei bem o motivo, mas sempre desconfiei de que o Sombra tinha alguma participação no seqüestro e morte do prefeito Celso Daniel. Pode até não ser o mandante. Mas que tem envolvimento maior do que o de acompanhante e testemunha, isso ele tem!

Agora, sobre Caso Staheli, também não entendo a nossa polícia ter levado tanto tempo para começar a investigar a vida pessoal e profissional de Zera Todd. Essa investigação deveria ter ocorrido em paralelo às das primeiras hipóteses de que o assassino já estava na casa, não é verdade? Mas ela pode trazer para o Brasil a Interpol! E tem gente que não está gostando nadinha desta possibilidade.

Blogarmorfose

Decidi... De agora em diante vou modificar o meu modo de blogar. E para começar, só vou postar o que me inquieta. Por exemplo, a quantidade de PMs que desde ontem monta guarda-exibição na entrada da Ilha, no horário de retorno do trabalho (entre 19h e 21h), diante de um baita trailler também da PM, em frente ao McDonalds. Caso típico de segurança-máxima para insulano ver. O posicionamento é estratégico. Por ali passam 90% dos morados, já que poucos de nós continuam atrevendo-se a desviar pelas Canárias depois que a noite cai. Difícil dizer se os policiais permancem ali por mais tempo ou se saem em ronda pelas cercanias do Dendê, já noite alta, porque muitos de nós se auto-impôs toque de recolher às 23h, no máximo! A presença ostensiva da PM mais alarma do que acalma. De dia, eles somem. É fato.

As madrugadas têm sido tranqüilas, desde a quarta-feira. Nem um pipoco. Já são três noites de trégua, sem aquela sensação do despertar sobressaltado achando que o Iraque é aqui. Mas isto também é comum. Entre a primeira ação e a reação das quadrilhas rivais passamos três semanas de paz. Me pergunto se algum dia ela voltará a ser duradoura. Se ainda podemos sonhar em ter de de volta a Ilha provinciana e segura dos meus 15 anos. Mas acho praticamente impossível. Passei 10 anos fora daqui. Voltei em setembro do ano passado. Me assustei com a favelização que tomou praias e encostas onde o verde e o horizonte do mar dominavam quando eu daqui saí. E só vi a violência aumentar. Triste!

Matéria do Globo Ilha desta semana diz que "em um ano, o índice de roubo de veículos cresceu 50% no bairro. Em setembro de 2002 foram registradas na 37 DP (Ilha) 55 ocorrências contra 109 este ano em igual período. E em outubro de 2002 foram 64, enquanto no mesmo mês este ano foram 107.

quarta-feira, dezembro 10, 2003

Aspas de Genebra

O Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães Neto, Ministro de Estado, Interino, das Relações Exteriores República Federativa do Brasil, acaba de fazer o discurso de defesa das posições brasileiras na Cúpula Mundial da Sociedade da Informação. Confira a íntegra:

"Senhor Presidente,

Antes de mais nada, quero expressar meu agradecimento ao Governo suíço pela organização da I Fase da Cúpula Mundial sobre Sociedade da Informação. Desejo expressar ainda meu reconhecimento pelo trabalho executado pelo Comitê Preparatório, presidido pelo Ministro Adama Samassekou, do Mali.

Senhor Presidente,

A Cúpula Mundial sobre Sociedade da Informação celebra o ingresso da Organização das Nações Unidas no Século XXI. A preocupação de não repetir os erros do passado e a vontade de construir um mundo mais justo foram os dois princípios elementares que determinaram a adoção da Carta das Nações Unidas e da Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo aniversário de 55 anos celebramos hoje.

A Declaração de Princípios e o Plano de Ação da Sociedade da Informação, a serem adotados por esta Cúpula, devem guiar-se por iguais sentimentos e percepções, e estão estinados a recuperar, no início do novo século, os ideais das Nações Unidas.

As aspirações que nos trazem à Cidade de Genebra são similares às que nos reuniram em torno dos ideais das Nações Unidas, em particular o da igualdade soberana dos Estados.

Ao convocar esta Cúpula, a Assembléia-Geral das Nações Unidas indicou à comunidade internacional o caminho inédito oferecido pelas tecnologias da informação e das comunicações para a realização dos ideais da Organização. As novas tecnologias ampliaram, de maneira vertiginosa, a capacidade do ser humano de produzir, armazenar e distribuir informação e conhecimento.

As tecnologias da informação, em geral, e a Internet, em particular, oferecem à humanidade oportunidade inédita em sua história: a de universalizar o acesso à informação; a de permitir a apropriação por todos do principal fator de produção do mundo moderno: o conhecimento.

O potencial das novas tecnologias de contribuir para a superação da fome, da pobreza e do atraso é real, e necessita ser utilizado em prol de todos, de todos os indivíduos e de todos os países. As aplicações das tecnologias da informação em áreas como saúde, educação e trabalho poderão contribuir para que muitos países venham a superar etapas de desenvolvimento, promovendo o crescimento econômico e a justiça social.

A Internet constitui uma das maiores conquistas ocorridas na passagem do século. A engenhosidade humana estabeleceu um novo espaço, criou um novo ? e ainda pouco explorado ? ambiente de interação econômica, política, social e cultural.

Um novo canal de diálogo entre Governo e cidadãos surgiu com a Internet, permitindo um exercício renovado da cidadania. Uma parceria inovadora entre o Poder Público, a sociedade civil, a iniciativa privada e os trabalhadores poderá permitir o aproveitamento das amplas oportunidades oferecidas pela rede mundial de computadores, contribuindo para consolidar a Internet, não apenas como um espaço para o comércio eletrônico, mas também como uma plataforma para o desenvolvimento de políticas públicas de alto impacto social, em todas as áreas.

Para muitos, a expressão, por excelência, da Sociedade da Informação é a Internet. A convergência tecnológica reforçará, ainda mais, tal percepção, ao ampliar a importância crucial da rede mundial de computadores para os países e para a humanidade.

Nesse sentido, o Brasil crê que o processo está apenas começando: a construção de uma Sociedade da Informação realmente inclusiva demanda o estabelecimento de um modelo multilateral, transparente e democrático de Governança da Internet, no qual todos os países tenham voz e capacidade de influência, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e com o princípio da igualdade jurídica dos Estados.

Em uma sociedade crescentemente integrada pela Internet, a linguagem universal que permite a produção e compartilhamento do conhecimento chama-se "software".

O Brasil vê o ¨software" livre como emblemático da Sociedade da Informação e de uma nova cultura de solidariedade e compartilhamento, um instrumento para garantir o acesso e domínio por todos dessa linguagem universal. O desenvolvimento do ?software? livre necessita ser estimulado pelos diferentes atores: Governos, setor privado e sociedade civil.

Tão importante quanto garantir o acesso universal à rede mundial de computadores, é capacitar as pessoas, e em especial as comunidades carentes, para a utilização plena das novas tecnologias de informação. O ?software?
livre atende a tal necessidades, porquanto possibilita o trabalho em rede, permitindo a inclusão de grande número de pessoas em seu desenvolvimento, levando seus benefícios a amplos setores da sociedade.

O desenvolvimento de soluções baseadas em "software" livre, estimula a transferência de tecnologia entre indivíduos e países, e ilustra os princípios expressos na Declaração da Cúpula, segundo os quais os benefícios das tecnologias devem
ser estendidos a muitos, não podendo permanecer como privilégio de poucos.

A construção de uma Sociedade da Informação inclusiva requer a consolidação de um conceito abrangente e flexível de propriedade intelectual, que leve em conta não somente a necessidade de proteção, mas também o imperativo da universalização de acesso, de modo a evitar a condenação dos países em desenvolvimento ao atraso e de suas populações à ignorância.

A exclusão digital é uma nova forma de exclusão social, e acirra as desigualdades já existentes. Nesse sentido, o Presidente Lula tomou a decisão estratégica de transformar a inclusão digital em política pública. O Governo brasileiro vem investindo em um Programa de Governo Eletrônico, atento às possibilidades oferecidas pela Internet para a prestação de serviços públicos à população, em especial para os setores marginalizados.

O sistema de votação e de apuração eleitoral, no Brasil, já funciona integralmente por via eletrônica. A quase totalidade das declarações de Imposto de Renda é transmitida pela Internet. O sistema nacional de saúde pública encontra-se amplamente informatizado.

Recentemente, o Governo brasileiro decidiu considerar a possibilidade de desenvolver um padrão de TV digital, orientado para a interatividade e a inclusão digital, por meio da utilização de canal de retorno para acesso à Internet.

A Sociedade da Informação deve ter como alicerce o propósito fundamental das Nações Unidas de que todos os homens e nações são livres e iguais. Somente se aderirmos a tal propósito, seremos capazes de utilizar as novas tecnologias em prol da justiça social e do desenvolvimento humano. Não podemos desperdiçar tal oportunidade inédita, e comprometer o futuro.

O Governo brasileiro acredita firmemente que um novo tempo e uma nova sociedade poderão ser, efetivamente, construídos se a comunidade internacional for capaz de respeitar os compromissos assumidos na Declaração de Princípios e no Plano de Ação. Nesse sentido, o Governo brasileiro pretende participar intensamente do processo preparatório para a Segunda Fase da Cúpula, a realizar-se em Túnis, em novembro de 2005.

Muito obrigado."


Clipping especial

A edição de hoje do clipping do Osni, do Seprorj, está especial. Vejamos só alguns pontos:

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
MEC lança TV Escola Digital Interativa - Serviço que entra em vigor na próxima semana deverá integrar transmissão via satélite, telefonia fixa, internet em banda larga e TV digital. (IDG)

Programa disponível na web engana spammers - Como o próprio nome diz, o Spamhole cria por meio de e-mails temporários um "buraco" para onde são encaminhadas as mensagens indesejadas. (IDG)

A retórica dos ricos - Na hora H, os países ricos sempre tiram a máscara. Ontem, em Genebra, na Cúpula Mundial da Sociedade de Informação, Estados Unidos, Europa e Japão conseguiram derrubar a proposta dos países pobres e em desenvolvimento de criação de um fundo internacional para promover maior acesso aos benefícios das tecnologias de comunicação. (TEREZA CRUVINEL/OG)


Informática tenta evitar prejuízo - O setor de bens e serviços de informática aguarda para hoje uma definição sobre sua inclusão entre as excepcionalidades da medida provisória 135, que anula a cumulatividade da Cofins, mas aumenta a alíquota da contribuição de 3% para 7,6%. Nas excepcionalidades, a alíquota será mantida em 3%. Segundo o presidente da Fenainfo, Maurício Mugnaini, das duas alternativas propostas ao governo pelo setor, a inclusão entre as excepcionalidades é a que tem melhores condições políticas de ser aceita. (CORREIO DO POVO)

Clique e indique o clipping de informática para seus amigos!

A política em xeque

Seria pedir demais que os recentes movimentos do mercado brasileiro de software seguissem realmente a lógica de um bom jogo de xadrez. Haveria, ao menos, alguma estratégia comum, definida a priori, para cada posicionamento de peças no tabuleiro. Infelizmente, é impossível identificar qualquer relação entre os estratagemas anunciados este ano em prol do desenvolvimento da indústria nacional do software.

A começar pela opção governamental pelo software livre. Primeiro, os produtores nacionais de software estranharam toda a conversa em torno das licenças open source. Trataram de buscar entender e apreender o modelo de negócio por trás da lógica do código aberto e do livre fluxo do conhecimento. Passado o susto, começaram a reivindicar que o governo faça uso do seu enorme poder de compra para alavancar a indústria nacional.

Em setembro, o comitê gestor do Fundo Setorial de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia decidiu destinar R$ 6,3 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para programas na área de software livre. Mas os desembolsos andam em banho-maria, aguardando a chegada de 2004.

Mês passado foi a vez do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), fincar sua bandeira no tabuleiro, ao anunciar que o desenvolvimento de “uma indústria nacional de software” será um dos pontos-chave da nova política industrial. Como se ela já não existisse. E os detalhes, pouca gente sabe, pouca gente viu. É verdade que nunca houve no Brasil uma política industrial voltada para o software. Mas até onde se sabe, esta primeira deverá incentivar a formação de recursos humanos, promover o financiamento da produção, traçar uma política de compras do governo para o produto brasileiro e investir na exportação de produtos e serviços. Estratégias que já conhecemos, faz tempo.

Este mês, mais duas pedras entraram no jogo. A Microsoft abriu negociações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para financiar o desenvolvimento de software no Brasil. A proposta da fornecedora é investir R$ 25 milhões, desde que a parceira (Finep ou BNDES) invista outros R$ 25 milhões, totalizando uma linha de crédito de R$ 50 milhões. Para se candidatar a uma fatia do bolo, a produtora de software tem “que ter ao menos uma das soluções que pretende criar rodando na plataforma Microsoft”.

Por fim, na semana passada, 15 das principais empresas de software do país lançaram oficialmente o Núcleo de Exportação de Tecnologia (Next). Estão investindo US$ 10 milhões no projeto. Apenas 1/3 dos recursos necessários para atingir a meta de exportação de US$ 200 milhões até 2008. Os outros 2/3 serão negociados com o BNDES, a Finep e fundos de investimento privado nacionais e internacionais.

Some-se a tudo isto as trapalhadas do governo na área tributária e o que temos é uma situação beirando o caos, de desperdício de energia e recursos. Um cenário nebuloso, onde os programas de incentivo e fomento são poucos flexíveis, dificultando o acesso dos que mais precisam. Se as regras não mudarem, dificilmente reverteremos o quadro atual. Somos o sétimo mercado de software do mundo, e crescemos a taxas de 11% ao ano. Importamos US$ 1 bilhão em software. Nossa capacidade para criar código de bom nível é reconhecida internacionalmente. Apesar disso — e de dez anos de Prosoft, do BNDES — só exportamos US$ 100 milhões/ano. A política nacional de software está em xeque faz tempo. A esperança é que existam bons enxadristas no governo Lula.

EM TEMPO - O Prosoft foi lançado em 1997 com R$ 30 milhões no caixa. De lá para cá o BNDES acumulou R$ 160 milhões no programa de financiamento de software para exportação, dos quais só comprometeu R$ 70 milhões, em 27 projetos.

VEM AÍ uma nova publicação de informática, de distribuição gratuita, dedicada à promoção do software criado no Brasil. A idéia é divulgar soluções sob demanda com alto potencial de replicação. Lançamento previsto para março.

SAI O JPEG, ENTRA O ABO, (Adaptive Binary Optimization). Este é o desejo da MatrixView, de Singapura. O ABO é capaz de comprimir arquivos de imagem, áudio e vídeo em até 32 vezes, contra as dez do JPEG 2000. Segundo a empresa, significa gravar até três mil fotos onde antes cabiam 600. .

NÚMEROS MÁGICOS — A internet é mesmo pele vermelha. O Apache está sendo usado em quase 70% dos sites da web. Para ser exata, 67.43% em dezembro.

OPPIs! Está no ar o Observatório de Políticas Públicas de Infoinclusão, com desejo e condição de virar referência para monitoramento e análise de questões de universalização do acesso às tecnologias de informação e comunicação. Mais um serviço Rits, aberto à colaboração de todos. Em .

LEU ONLINE, primeiro no blog: Desde a semana passada o Brasil é o primeiro país a ter uma versão não-inglesa da GPL homologada pela FSF. @ Na mão, o Kurumin 2.10. @ Pedro Jaime Ziller de Araújo, atual secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, pode vir a ser o novo presidente da Anatel. @ Para manipulação de fotos digitais, .

segunda-feira, dezembro 01, 2003

Faça diferença